Saturday, October 30, 2010

Blogar e postar são verbos que adoro flexionar!

Meu curso no EAD vai bem, obrigada!

Já estamos na segunda apostila, mais de 150 páginas, sobre mídias de divulgação. Uma das tarefas é criar um BLOG. Amei!

Criei o blog, nada muito original: Autoria do Feminino. Preciso me defender?


 

Autoria do feminino está comigo há muitos anos, quase 10. Era um outro tempo, outro lugar, mas vou mantê-lo, já que não vou fazer uma tatuagem. Autoria do feminino é a minha marca. Não sou feminista, nem homossexual. Também não sou excessivamente delicada. Muito menos faço o tipo mulherzinha.


 

Autoria do feminino refere-se à capacidade de pensar em uma perspectiva singular.


 

Até onde o senso crítico permite repetir, dizem que faço isso bem. As pessoas que aceitam as minhas análises e conclusões peculiares dizem que sou autentica. As que não aceitam dizem que sou Sem Noção. Pessoalmente gosto das duas possibilidades. Não há razões para abandonar a marca, algumas adaptações podem ser necessárias.

Uma é a abordagem. Necessariamente impessoal. Necessariamente devo limitar as referências pessoais.

Outra é a temática: voltado para o desenvolvimento de turismo de aventura.

Depois de ler as dicas da apostila, comecei a formatar, pesquisar ... e preparar os primeiros posts! Tudo na mais perfeita ordem.


 

Estava ... fui surpreendida pelo acidente de balonismo em Boituva/SP.


 

É, o imprevisível é um desafio permanente.

Sunday, October 10, 2010

A indigestão do Dr. Spock

Estou fazendo um curso a distância. Seria pleonasmo dizer um curso à distância pela internet? Em tempos de TI, até o Aurélio já admite guglear e tuitar como verbos passíveis de flexão. Quando começo a pensar nisso me deleito: a grafia, de acordo com a Reforma Ortográfica - que Portugal ignora :-) - o w é admitido como letra do nosso alfabeto, portanto twitar é uma variação ortograficamente coerente.
A flexão verbal já está em pleno uso: eu twito, tu twitas, ele twita. Nós twitamos. Eles twitam, mas se vós twitais, há um sério problema de dominação no relacionamento, melhor procurar uma terapia de casais. Pode ser via rede de relacionamentos, há uma infinidade de comunidades no Orkut.
E (oh! Suprema cereja do meu bolo!) se as pessoas vão pronunciar google (gugou) ou gógle, isso tem interferência na flexão verbal? Lindo, né? Nosso regionalismo brasileiro numa discussão globalizada!

Pois, é! Estou num EAD. Quando me inscrevi, esperava um daqueles cursos de 60 horas, quase interativas, com recursos flashplayer, etc e tal. Na primeira semana disponibilizaram uma apostila de 130 páginas (bem rica, diga-se a verdade). Mas eu não esperava tanto do governo. Ah, sim, é de um site do governo, com toda aquela falácia sobre políticas públicas, normatização, e tudo mais. A analogia seria de que está tão bom quanto biscoito cream-cracker: consumo sem me dar conta, material bem planejado, nem dá para fazer ctrlC/ctrlV. No 10º dia, disponibilizaram as atividades. Valendo ponto para a certificação, tá?

E eu nessa indigestão. Aborrecida de ser pivô de crises de manipulação emocional. É irritante

CENSURADO

Também estou aborrecida por olhar as pessoas nos olhos, a curiosidade descarada. Quanto maior a curiosidade, mais interessada e sensível aos movimentos. Não é algo que eu possa controlar facilmente. Observo de forma vulgar, encarando, sem disfarçar. É outro tipo de esforço: relacionar a mensagem que atrae os olhos às informações que disponho.
Algumas informações estão relacionadas aos arquétipos, tipo observar uma aranha ou escorpião avaliando a minha intenção de assassinar um outro ser vivo. Os seres humanos carregam isso desde o tempo em que habitavam as estepes e as cavernas. O preconceito com a aparência das pessoas também vem daí. Nos primórdios, as comunidades humanas não eram tão miscigenadas então qualquer diferença na aparência podia significar um concorrente aos recursos territoriais, ou seja, uma ameaça à manutenção da vida. Nossos arquetipos guardam isso como uma mensagem cifrada, nada racional. É como um inferno particular, olhar e sentir soar alarmes de sobrevivência, sem saber o que significa, sem ter como sanar o problema. O resultado é tensão, para mim impaciência. Tento me lembrar o que desencadeou a curiosidade, e nada. Penso que eu não mastiguei direito.

Saturday, October 09, 2010

O almoço do Dr. Spock

Fiquei em dúvida se deveria por como título: Nem só de pão vive a mulher ... ou (a velha regra) faca que corta pão, não corta carne ...

Era para ser uma reunião comemorativa, mas começou a azedar na sexta-feira. Sabe como é? Muita mão no angu. A pulseira (senha) ficou no caminho, entre a 6ª e o sábado,

CENSURADO

Daí ...

Daí que eu detesto manipulação emocional. Sinto-me Dr. Spock. Ignorei o desnível e o salto agulha e comecei a me contorcer, me esticando contra a parede, na inútil tentativa de aliviar a tensão. Olho para o lado e dou de cara com o Teatcher - testemunha ocular das minhas insanidades.

Arrastei a coleguinHa lá para os fundos, tivemos um colóquio de 5 minutos. Se o Teatcher percebeu, não sei. O menino já flagrou algumas situações suspeitas, CENSURADO No problem, my dear teatcher!

No final do almoço, eu pronta para ir embora com outras professoras (depois de me despedir fraternalmente da minha coleguinHa), o Teatcher levantou e me olhou. Bem que eu gostaria de atravessar aquele minicrânio e sondar o cérebro que ali se aloja. Dr. Spock se instalou na minha retina: ah, emoções primitivas! Não sei o que ali se passa!

Saturday, October 02, 2010

Desgraça pouca é bobagem ...


 

pense o que é ganhar na Megasena um prêmio acumulado no meio de uma greve de bancários. Se vai ter sorteio ou não, nem sei dizer. Mas é tragicômico.

Minha lista de desejos, que me mataria de raiva numa situação dessas, seria:

- Saltar de páraquedas: sem hífem, indiferente ao acento, mas com toda a segurança. Aceitava até ter de saltar após algum treinamento. Esperar por não poder retirar o prêmio já é crueldade.

- Uma bicicleta com GPS. (Aliás, financiava pesquisa para que inventassem um GPS subcutâneo, ao melhor estilo de alucinação John Nash. Bem que eu iria gostar de um chip instalado com acesso para todos os cartões de banco, alimentação e contas na internet. Os neurônios que queimo em operações eletrônicas poderiam ser facilmente investidos em atividades mais produtivas que memorizar os códigos alfanuméricos que me perseguem. Dos meus cartões só gosto daquele do plano de saúde, senha biométrica. Por ironia, o que menos uso.)

Devidamente munida de GPS, bicicleta, cartões magnéticos/senhas e páraquedas, poderia me embrenhar pelo sertão. Poderia percorrer as Chapadas brasileiras, começando pela Chapada Diamantina. Conhecer o norte do Brasil (única parte que ainda não conheço). Levaria meses, claro. Talvez eu precisasse aprender a pilotar barco ... uma coisa leva à outra. Quem pode dizer que outras necessidades seriam geradas pelos desejos primordiais? Levaria meses ...

Meses de poucas palavras, longos silêncios. Continuo pensando que as pessoas fazem muito barulho, mesmo depois de descobrir que tenho que fazer barulho também. Não foi uma descoberta muito agradável, mas necessária. Pouco empolgante, é verdade, mas necessária.

Silêncio e sossego não estão à venda, e eu não sou louca o bastante para me internar em um monastério ou coisa parecida. Um retiro espiritual vai bem de vez em quando, mas não me afastaria das pessoas que gostam de mim. Se eu sobreviveria sem elas? Com ou sem megasena acumulada, sobreviveria, mas não permitiria que ficassem infelizes pela minha falta de apego. Se, por qualquer motivo, as pessoas se afastam de mim, eu aceito. Parece-me natural que a vida das pessoas seja produtiva, e que para levar uma vida produtiva as pessoas precisem se dedicar às suas escolhas, não é certo retê-las por capricho ou por medo da solidão. Quanto à me afastar é algo que deve ser avaliado com cautela.