Saturday, October 20, 2012

Combina com pipoca


O velho que lia romances de amor


Ambientado na selva amazônica, filme surpreende. Apesar do elenco ser quase desconhecido a história de Antonio Bolivar encanta e revela as transições pelas quais o personagem se constitui. Baseado na obra homônima de Luis Sepúlveda o filme apresenta uma fotografia belíssima e os efeitos especiais contribuem para criar o clima de introspecção e reflexão. Sepúlveda, que viveu entre índios, dedicou a obra a Chico Mendes, seu amigo.
Há cenas interessantes, principalmente quando os mineiros surgem para uma aposta em que um líder se estabelece, na sequencia a insanidade não perturba a vida. 
Alguns diálogos são estranhos, com viés filosófico. As lembranças acumulam-se, subvertem o sentido da caçada, que ocupa boa parte do filme.

Tuesday, October 16, 2012

21 08 12

A ideia está aqui, submersa sob o ritmo alucinante do cotidiano.
Quase tangível, estalou duas vezes em minha mente. Em nenhuma das oportunidades pude segui-la. Envolta em névoas, um vislumbre avisou-me que é uma ideia perfeita para me levar para longe dentro de mim.
Ocupada demais para seguir a ideia, me conforta saber que já está em mim, a minha espera.
A pós ocupa meus dias, algumas noites, e eu não quero mais fazer as revisões, eu quero seguir a ideia.
Ainda tenho que organizar os gráficos, elaborar e treinar uma apresentação de 20 minutos, slides de apoio. Ser clara e objetiva. Ser paciente, benigna e bem humorada. Estudar minhas revisões.
Tenho que explicar porquê confundi raposa com lobo grajaim, rir da minha descrição que de longe parece um gato caminhando. Também tenho que administrar minha tentativa de aproximação, me arrepender de ter começado. Administrar o pânico de não saber o que fazer diante de tanta gentileza. Eu podia, eu devia, eu queria ter ficado quieta.

Sunday, October 14, 2012

14 10 2012

Sigo por veredas distantes da civilização. Feriado estendido pelo dia do profes ...  Fujo pelas veredas improváveis.
Veredas estão entre montanhas, solo rico de detritos e umidade, propício à vida. Tanta pedra rola da cumeeira dos vales, tanta semente pesa sobre um sulco sedenta ... tanta vida se estabelece em veredas e se transforma. Prefiro não ignorar.
A mesma luz solar que invade o dia, alimenta a noite, revelando sossego iluminado discretamente à força de lua. Sempre me encanta, a lua plena irradiando a luz solar. Enquanto a civilização se curva ao neon, às telas de luzes eletronicamente produzidas, escapo pelas veredas.

A leitura do livro "Nas asas da paixão" foi só um descuido. Estava ali, rolando pela sala há mais de mês, sem que eu encontrasse lugar para pô-la. No período mais conturbado do século XX, seis décadas de história do vinho (tem outras histórias também, sobre as quais salto em leitura dinâmica).
Primeira Guerra Mundial, Segunda, a evolução do cinema e a célere mudança de hábitos e costumes, contrastam com os ciclos dos vinhedos.

Saturday, October 06, 2012

Leaves are falling...

O inverno se foi. O mofo instalou-se no muro, resseca em tons de cinza e verde.
Do vão da janela a luz se espraia sobre o lençol, enquanto padeço de preguiça, de espera e de outras indecisões. A primavera remove o frio entranhado no piso branco, abre-se em luz que respiro.
Quanto tempo amadureci a ideia que iluminou a noite? Quanto fardo abandonei até poder inspirar tão leve? O dia transcorreu sob a luz, muito vento e nuvem, mas enfim, a noite está iluminada.

Me reconheço no conforto que a ideia traz consigo.
Estranha, singular.
Deitadas as folhas, a seiva se concentra para produzir brotos.


Friday, October 05, 2012

TCC adios! (ou quase)

Só falta acrescentar as contribuições dos examinadores, entregar para divulgação, e então sou especialista.
TCC aprovado! Mais uma contribuiçãozinha para minha fama de "inteligente, mas estranha".