Wednesday, August 22, 2012

de volta a estrada

Eu gosto de estrada!
Gosto da sensação de que o mundo está fugindo sob meu pés. Vou deixando para trás algo no tempo e no espaço, meu universo conhecido e seguro. Recolho do novo só aquilo que me interessa. E talvez nada interesse, ou muito pouco. Sinto a distância que me separa das pessoas. Não é física, é afetiva.
Sinto a alegria de estar só no meio de um monte de gente, enquanto integro uma parte de mim. Talvez seja só a voz, talvez seja o cuidado para que o (meu) tom alto e grave não sobrepuje os tímidos agudos das sopranos. Seja qual for a razão, estou contente.


Apresentação Barreira Roxa


As coisas que incomodam não preisam de espaço. Ou eu não lhes dou espaço na minha bagagem.
Depois de três anos de trabalho árduo, de regularidade, dedicação, depois de usar ouvidos seletivos, depois de tantas vezes que esvaziei a mente para me concentrar no regente, ainda não me ofendo com os caroneiros, mas sei que eles atrapalham quando caem de paraquedas no meio de nós, eu só preciso de uma identificação para eles: caroneiros. Apenas olho e sei.
Assim como sei que  esse meio de nós é um território demarcado tacitamente por ouvidos sensíveis, por um diálogo de afinações e por olhares significativos. Império de pausa e som criado e sustentado de forma coletiva.

Saturday, August 18, 2012

Canto Gregoriano



Acalma minh'alma.
Sempre parece o vento passando entre as colunas de algum imenso templo vazio.

Sunday, August 12, 2012

12 08 12



Mais do mesmo, mas com humor e sensibilidade. Adoro o coro no clipe!
O mundo continua girando, Leoni tem uma parceria com Fernando Aniteli do Teatro Mágico. Eu salto de bobagem em bobagem, salto de sonho em sonho.
Desperto em outro sonho insano.
Uma casa estranha, cuido de uma criança. Deixo-a ir e ele (sempre ele) chega. Não dou atenção, desacredito quando alguém me diz que o passado não passou. Recuso-me a acreditar. Ele parece feliz em me ver ali, e eu tenho a ridicula sensação de estar no lugar certo. Repreendo-me, automaticamente. Silencio, não há nada a dizer.
Nada que me abrigue, nada que me altere. Minha mente adestrada repete a ladainha que me mantem lúcida. Conheço cada verso da cantilena, sei como me afastar do sonho.

Acordei meio sem saber em que cama eu estava. Nenhuma, dormi no sofá. 4:20 na aurora de um outro dia. Um dia real, não uma projeção inútil. Deduzo que foi efeito do antiviral. Um desvio qualquer da minha  mente basta para que eu busque o confortável espaço das ilusões.

Sunday, August 05, 2012

5 08

Outro período de silêncio!
 É a calmaria. A que sempre revela uma outra dimensão, outra face. Lapidação.
Perguntas há, mas não tenho pressa em responder.
Leio atualmente "a bús sola deouro".  A personagem tem um aparelho que precisa interpretar. Eu não tenho!