Tuesday, June 26, 2012

Recaída



Ops! Sonhar não custa nada ...

Thursday, June 21, 2012

21 junho

Fujo do frio!!!!!!!!!!!!!!

Foto: F Carvalho

Mas me deixo seduzir pelas nuvens talhadas, refletindo o sol.
As gotículas impregnadas de luz. Cintilantes, opacas, harmônicas.
Devaneio entre sombra e luz.  
É preciso luz, calor, o movimento sútil das nuvens, a cadência das marolas.

Friday, June 15, 2012

15 junho

Mais um sonho: grávida do meu anjo amigo. Todos ficam felizes, mas há muita violência. Todos felizes, o meu olhar sustenta o dele, tão real. Vejo a alegria e a ansiedade, explico que há tempo para os outros planos (Que planos?). Saímos para cuidar dos feridos. Há um corpo baleado no caminho, calculo como deixá-lo protegido enquanto nos informamos de outras ameaças. Vejo a imensa placa de alumínio, calculo que ainda posso icá-la e trazê-la para proteger o baleado. Eu o conheço, não quero que fique exposto. A "minha" gravidez está no início, contabilizo a força e arrasto a placa. Sigo para um local mais protegido segunindo meu anjo amigo.
Há violência demais, e eu sei que há tempo para esperar.

Acordei tendo o rosto do anjo amigo gravado nas pálpebras. E o corpo estendido de um conhecido no labirinto escuro da minha retina.

Sunday, June 10, 2012

one more

O tempo não parou e, como eu sempre disse, minha avó morreu nas minhas mãos. Literalmente a danada me deu um susto parando de respirar enquanto eu segurava o nebulizador.
E vem a psico e diz que o plano de saúde cobre o meu tratamento, falou de umas coisas que ficam guardadas ... eu digo o quê?
Para minha sorte há uma fila de espera para os psicólogos do plano. Enquanto aguardo me chamarem, vou arquitetando a estratégia:
Contabilizo os mortos: 3 em 6 anos. Eu flutuo à margem da morte, deixo partir os que precisavam ir, e das poucas coisas em que sempre acreditei vem a certeza de que estão sendo atendidos, protegidos e tratados naquilo que necessitam; não me preocupo com eles, mas com os que ficam. De resto, me concentro, pois quem fica carece de conforto.
É preciso estar atento à cada detalhe, cada necessidade pessoal. Evitar que as divergências gerem ressentimentos. Fazer uma bagunça e desarrumar tudo, para pôr tudo em um lugar melhor. É preciso ter paciência e ser uma pouco mais empática que o normal.
Tenho que falar dos meus temores? Se sim, tem aí um problema: o das coisas que não são. Ah, sim, eu tenho os meus tabus. Evito falar sobre as certezas que carrego, são parte da minha natureza e nem nos piores pesadelos aceito ser domada.

Já é bem ruinzinho ter que lidar com a minha loucura sem confessá-la. Confessar, admitir e aceitar uma opinião é o anúncio do caos. Na quarta feira vomitei feito uma louca, e ainda estou com febre. Eu prefiro postar a resumir minhas certezas para um psicólogo.
Não tenho um pingo de curiosidade, não quero confirmação. Não quero fazer regressão e não quero saber mais do que eu já sei.
A outra possibilidade, infinitamente mais simpática, é colocar no mural que quero um psicólogo espírita ou budista.