de volta a estrada
Eu gosto de estrada!
Gosto da sensação de que o mundo está fugindo sob meu pés. Vou deixando para trás algo no tempo e no espaço, meu universo conhecido e seguro. Recolho do novo só aquilo que me interessa. E talvez nada interesse, ou muito pouco. Sinto a distância que me separa das pessoas. Não é física, é afetiva.
Sinto a alegria de estar só no meio de um monte de gente, enquanto integro uma parte de mim. Talvez seja só a voz, talvez seja o cuidado para que o (meu) tom alto e grave não sobrepuje os tímidos agudos das sopranos. Seja qual for a razão, estou contente.
As coisas que incomodam não preisam de espaço. Ou eu não lhes dou espaço na minha bagagem.
Depois de três anos de trabalho árduo, de regularidade, dedicação, depois de usar ouvidos seletivos, depois de tantas vezes que esvaziei a mente para me concentrar no regente, ainda não me ofendo com os caroneiros, mas sei que eles atrapalham quando caem de paraquedas no meio de nós, eu só preciso de uma identificação para eles: caroneiros. Apenas olho e sei.
Assim como sei que esse meio de nós é um território demarcado tacitamente por ouvidos sensíveis, por um diálogo de afinações e por olhares significativos. Império de pausa e som criado e sustentado de forma coletiva.
Gosto da sensação de que o mundo está fugindo sob meu pés. Vou deixando para trás algo no tempo e no espaço, meu universo conhecido e seguro. Recolho do novo só aquilo que me interessa. E talvez nada interesse, ou muito pouco. Sinto a distância que me separa das pessoas. Não é física, é afetiva.
Sinto a alegria de estar só no meio de um monte de gente, enquanto integro uma parte de mim. Talvez seja só a voz, talvez seja o cuidado para que o (meu) tom alto e grave não sobrepuje os tímidos agudos das sopranos. Seja qual for a razão, estou contente.
As coisas que incomodam não preisam de espaço. Ou eu não lhes dou espaço na minha bagagem.
Depois de três anos de trabalho árduo, de regularidade, dedicação, depois de usar ouvidos seletivos, depois de tantas vezes que esvaziei a mente para me concentrar no regente, ainda não me ofendo com os caroneiros, mas sei que eles atrapalham quando caem de paraquedas no meio de nós, eu só preciso de uma identificação para eles: caroneiros. Apenas olho e sei.
Assim como sei que esse meio de nós é um território demarcado tacitamente por ouvidos sensíveis, por um diálogo de afinações e por olhares significativos. Império de pausa e som criado e sustentado de forma coletiva.


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