one more
O tempo não parou e, como eu sempre disse, minha avó morreu nas minhas mãos. Literalmente a danada me deu um susto parando de respirar enquanto eu segurava o nebulizador.
E vem a psico e diz que o plano de saúde cobre o meu tratamento, falou de umas coisas que ficam guardadas ... eu digo o quê?
Para minha sorte há uma fila de espera para os psicólogos do plano. Enquanto aguardo me chamarem, vou arquitetando a estratégia:
Contabilizo os mortos: 3 em 6 anos. Eu flutuo à margem da morte, deixo partir os que precisavam ir, e das poucas coisas em que sempre acreditei vem a certeza de que estão sendo atendidos, protegidos e tratados naquilo que necessitam; não me preocupo com eles, mas com os que ficam. De resto, me concentro, pois quem fica carece de conforto.
É preciso estar atento à cada detalhe, cada necessidade pessoal. Evitar que as divergências gerem ressentimentos. Fazer uma bagunça e desarrumar tudo, para pôr tudo em um lugar melhor. É preciso ter paciência e ser uma pouco mais empática que o normal.
Tenho que falar dos meus temores? Se sim, tem aí um problema: o das coisas que não são. Ah, sim, eu tenho os meus tabus. Evito falar sobre as certezas que carrego, são parte da minha natureza e nem nos piores pesadelos aceito ser domada.
Já é bem ruinzinho ter que lidar com a minha loucura sem confessá-la. Confessar, admitir e aceitar uma opinião é o anúncio do caos. Na quarta feira vomitei feito uma louca, e ainda estou com febre. Eu prefiro postar a resumir minhas certezas para um psicólogo.
Não tenho um pingo de curiosidade, não quero confirmação. Não quero fazer regressão e não quero saber mais do que eu já sei.
A outra possibilidade, infinitamente mais simpática, é colocar no mural que quero um psicólogo espírita ou budista.
E vem a psico e diz que o plano de saúde cobre o meu tratamento, falou de umas coisas que ficam guardadas ... eu digo o quê?
Para minha sorte há uma fila de espera para os psicólogos do plano. Enquanto aguardo me chamarem, vou arquitetando a estratégia:
Contabilizo os mortos: 3 em 6 anos. Eu flutuo à margem da morte, deixo partir os que precisavam ir, e das poucas coisas em que sempre acreditei vem a certeza de que estão sendo atendidos, protegidos e tratados naquilo que necessitam; não me preocupo com eles, mas com os que ficam. De resto, me concentro, pois quem fica carece de conforto.
É preciso estar atento à cada detalhe, cada necessidade pessoal. Evitar que as divergências gerem ressentimentos. Fazer uma bagunça e desarrumar tudo, para pôr tudo em um lugar melhor. É preciso ter paciência e ser uma pouco mais empática que o normal.
Tenho que falar dos meus temores? Se sim, tem aí um problema: o das coisas que não são. Ah, sim, eu tenho os meus tabus. Evito falar sobre as certezas que carrego, são parte da minha natureza e nem nos piores pesadelos aceito ser domada.
Já é bem ruinzinho ter que lidar com a minha loucura sem confessá-la. Confessar, admitir e aceitar uma opinião é o anúncio do caos. Na quarta feira vomitei feito uma louca, e ainda estou com febre. Eu prefiro postar a resumir minhas certezas para um psicólogo.
Não tenho um pingo de curiosidade, não quero confirmação. Não quero fazer regressão e não quero saber mais do que eu já sei.
A outra possibilidade, infinitamente mais simpática, é colocar no mural que quero um psicólogo espírita ou budista.

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