Combina com pipoca: Hotel Rwanda
Hotel Rwanda envereda pela ambiguidade. Apesar de longo (2 horas) mantém o ritmo, sem abusar de violência. A perplexidade e o desespero dão a tônica do drama.
O conflito é humano. Apoiados em questões tribais, grupos de oposição ao governo se organizaram para realizar uma “limpeza étnica”escamoteando outros motivos, como a pobreza da maioria da população, a opressão, o desemprego, a corrupção das autoridades. Em 94, quando ocorreu o genocídio em Ruanda, o mundo enxergava apenas o conflito tribal, perspectiva que o filme questiona a partir da história de Paul Rusesabagina, gerente de hotel que se vê impelido a participar do conflito entre tutsis (criadores de animais) e hutus (agricultores). Embora a situação familiar de Paul Rusesabagina seja destacada no filme, serve de viés para apresentar os fatos que tumultuaram o país durante alguns meses.
Logo nas primeiras cenas, a corrupção e o clientelismo são evidenciados, concorrendo com as imagens de pobreza e instabilidade política, que dão margem à manipulação.
Paul Rusesabagina é envolvido quando os vizinhos abrigam-se em sua casa, a partir daí os dilemas vão se apresentando progressivamente, possibilitando outras abordagens: o papel da imprensa na cobertura dos fatos e mobilização da opinião pública; a atuação da ONU e os interesses dos investidores estrangeiros.
A violência sugerida aterroriza, assim como o desamparo da população. Os diálogos constróem a imagem do conflito e pontuam a evolução do genocídio, alinhavando as contradições inerentes à busca de sobrevivência. Quando Paul Rusesabagina negocia os primeiros personagens, dá voz a ideologia que mobilizava a corrupção; quando pergunta aos funcionários se preferem colaborar ou sair do hotel, expõe o risco que corriam; quando orienta os “hóspedes” a buscar ajuda ou quando sugere a esposa que se suicide, a argumentação revela um ser humano obrigado a liderar, a tomar decisões e mobilizar outras pessoas.
O conflito é humano. Apoiados em questões tribais, grupos de oposição ao governo se organizaram para realizar uma “limpeza étnica”escamoteando outros motivos, como a pobreza da maioria da população, a opressão, o desemprego, a corrupção das autoridades. Em 94, quando ocorreu o genocídio em Ruanda, o mundo enxergava apenas o conflito tribal, perspectiva que o filme questiona a partir da história de Paul Rusesabagina, gerente de hotel que se vê impelido a participar do conflito entre tutsis (criadores de animais) e hutus (agricultores). Embora a situação familiar de Paul Rusesabagina seja destacada no filme, serve de viés para apresentar os fatos que tumultuaram o país durante alguns meses.
Logo nas primeiras cenas, a corrupção e o clientelismo são evidenciados, concorrendo com as imagens de pobreza e instabilidade política, que dão margem à manipulação.
Paul Rusesabagina é envolvido quando os vizinhos abrigam-se em sua casa, a partir daí os dilemas vão se apresentando progressivamente, possibilitando outras abordagens: o papel da imprensa na cobertura dos fatos e mobilização da opinião pública; a atuação da ONU e os interesses dos investidores estrangeiros.
A violência sugerida aterroriza, assim como o desamparo da população. Os diálogos constróem a imagem do conflito e pontuam a evolução do genocídio, alinhavando as contradições inerentes à busca de sobrevivência. Quando Paul Rusesabagina negocia os primeiros personagens, dá voz a ideologia que mobilizava a corrupção; quando pergunta aos funcionários se preferem colaborar ou sair do hotel, expõe o risco que corriam; quando orienta os “hóspedes” a buscar ajuda ou quando sugere a esposa que se suicide, a argumentação revela um ser humano obrigado a liderar, a tomar decisões e mobilizar outras pessoas.
Lição de liderança tendo como fundo a condição
humana.

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