Saturday, March 24, 2012

Entre mortos e feridos, sobram heróis e convencidos.

Já há algumas semanas sonho com uma enfermaria lotada de crianças; há sempre uma mulher clara, alta, de cabelos presos, mas sei que são cacheados. Penso que o nome dela é Cristina. No sonho mais recente, ela disse-me algo que me perturbou, saí da enfermaria e fui encontrar uma menina de olhos escuros, rosto fino e cabelos escuros e lisos. Estávamos do lado de fora de uma casa, o dia nascia. Conversei com ela até os proprietários abrirem a porta e nos encontrarem. Conversei com o casal, a mulher perguntou o que eu estava fazendo. O tom indicava perplexidade, sem censura. Os mais jovens apareceram, havia reconhecimento e tranquilidade. Um deles me entregou um pacote e sei que devo guardá-lo até ele voltar. O dono da casa ficou aborrecido. Eu o olhei, severa, sei o que conquistei, ele sabe também. Acordo com a certeza: vou encontrar Cristina.

Na terça me despedi dos amados do almoxarifado. Thales chorou. Nos perdemos na fila de abraços. Em cada pausa do dia as lágrimas de Thales me incomodavam. Na quinta as notícias correram: o pessoal da hotelaria reagiu mal, as meninas de vendas choraram e Claudio rebelou-se. Logo ele, tão sereno.

Fui ao Centro, peguei minha ficha e sentei-me no meio de tantos outros que procuram um pouco de sossego, o incomodo de deixar Thales pesando. Foi quando a vi passar.  Depois ela voltou com uma prancheta na mão, rastreou, parou à minha frente e perguntou o número da ficha e o meu nome. Olho o bolso do jaleco: Cristina.

Ela psicografou a mensagem. Eu fiquei grata. Como sempre, não sei bem o que fazer. Como se diz "oi, vejo você nos meus sonhos" ? Será que ela me vê?
Encontrei minha equipe de trabalho. A mensagem me conforta e certifica.

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