boas lembranças
Rodando na cidade, reconheci a capela onde velaram o corpo de Fernando. Tento lembrar, mas algo em mim bloqueia a informação. Início de 2008? Final de 2007?
Fiz pior no velório: simplesmente não reconheci o corpo. Eu olhava, as pessoas confirmavam, mas eu não atendia. Não foi um bom dia. Eu preferi guardar na memória o Fernando que conheci.
Conheci Fernando no Revellion de 2004. Ele estava com 54 anos, era adepto da filosofia ayuvéda e de práticas yogues e se negava a consultar médicos. As filhas (da mesma idade que eu) moravam em Brasília, o filho nos EUA.
Nós nos dávamos bem, ele falava um bocado, eu gostava de escutá-lo. O melhor em Fernando é que ele não temia o silêncio. Costumava ficar quieto quando lembrava do filho indo para o Iraque. Fernando viajava muito, nos víamos de tempo em tempo, mas ele era sempre o mesmo.
Quando diagnosticaram, o cancer já estava em estado avançado. Fernando me proibiu de ir ao hospital, me proibiu de acompanhar o tratamento. Há algum tempo perdi o link das obras. Pensei que os filhos pudessem ter retirado o site do ar. Procurei no Google images e encontrei o site que Fernando Cintra deixou.
Olho o foto no site, também não é o Fernando que conheci. Mas as telas, são sim, as marcas da sensibilidade que sou capaz de reconhecer.
Fiz pior no velório: simplesmente não reconheci o corpo. Eu olhava, as pessoas confirmavam, mas eu não atendia. Não foi um bom dia. Eu preferi guardar na memória o Fernando que conheci.
Conheci Fernando no Revellion de 2004. Ele estava com 54 anos, era adepto da filosofia ayuvéda e de práticas yogues e se negava a consultar médicos. As filhas (da mesma idade que eu) moravam em Brasília, o filho nos EUA.
Nós nos dávamos bem, ele falava um bocado, eu gostava de escutá-lo. O melhor em Fernando é que ele não temia o silêncio. Costumava ficar quieto quando lembrava do filho indo para o Iraque. Fernando viajava muito, nos víamos de tempo em tempo, mas ele era sempre o mesmo.
Quando diagnosticaram, o cancer já estava em estado avançado. Fernando me proibiu de ir ao hospital, me proibiu de acompanhar o tratamento. Há algum tempo perdi o link das obras. Pensei que os filhos pudessem ter retirado o site do ar. Procurei no Google images e encontrei o site que Fernando Cintra deixou.
Olho o foto no site, também não é o Fernando que conheci. Mas as telas, são sim, as marcas da sensibilidade que sou capaz de reconhecer.
Felicidade, de Fernando Cintra


0 Comments:
Post a Comment
<< Home