Friday, October 04, 2013

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"O amor nos tira o sono, nos tira do sério, tira o tapete debaixo dos nossos pés, faz com que nos defrontemos com medos e fraquezas aparentemente superados, mas também com insuspeitada audácia e generosidade. E como habitualmente tem um fim - que é dor - complica a vida. Por outro lado, é um maravilhoso ladrão da nossa arrogância."
(Lya Luft)

Amo! Sem ser mais do que devia, ou ser menos que poderia.
Amo! Amor de aceitação das coisas que são.
Quando revi os meus amados na caravana, e sobraram abraços e umas poucas cobranças, lembrei de Lya Luft. Gosto de acreditar que não precisam de mim, que estou só de passagem na vida dos outros.
Mas congelei no abraço de Fernandinha, temerosa de partí-la ao meio. Consciente de que ela sentia-se abandonada. Assim se ama: deixando que o temor me mantenha a distância e em silêncio.
Aceitei o abraço do pequeno Thales, e me diverti suspensa pelos braços dele, girando sem tocar o chão. Assim também se ama: acolhendo o gesto exigente, sem expectativas.
Avisaram-me da advertência da "moreninha baixinha", para que cuidassem bem de mim, indiretamente me fazendo reconhecer que preciso de todos.





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